A Árvore dos Sonhos Perdidos

Era uma vez, numa pequena cidade chamada Vale Encantado, uma menina chamada Clara. Clara era curiosa e adorava fazer perguntas, principalmente sobre sonhos.

— Vovó, para onde vão os sonhos que as pessoas esquecem? — perguntou Clara, certa noite, enquanto ouvia uma história.

A avó sorriu e respondeu:
— Eles não desaparecem, querida. Eles vão para a Árvore dos Sonhos Perdidos, bem no meio da floresta. Quem a encontra pode recuperar seu sonho e até realizar novos.

Encantada, Clara decidiu partir na manhã seguinte. Levou sua mochila com lanches e colocou seu chapéu favorito. Ao seu lado, sempre curioso, estava Pipoca, seu gato de pelo macio e olhos espertos.

A Caminhada pela Floresta

Clara caminhou por trilhas cobertas de folhas douradas, ouvindo o vento que parecia sussurrar segredos antigos. Logo encontrou uma coruja sábia, empoleirada em um galho baixo.

— Aonde você vai com tanta pressa, menina? — perguntou a coruja, piscando devagar.

— Estou procurando a Árvore dos Sonhos Perdidos! — respondeu Clara, determinada.

A coruja riu suavemente e disse:
— Só aqueles que nunca desistem de sonhar conseguem vê-la. Continue firme, e talvez a encontre.

Clara agradeceu e seguiu em frente, mas começou a sentir-se cansada. Pipoca miou ao seu lado, como se dissesse: Não desista, Clara!

Um Sonho Testado

Depois de atravessar um riacho cintilante e escalar uma pedra alta, Clara parou para descansar. O sol já estava se pondo, e as sombras das árvores cresciam ao seu redor. Por um momento, pensou em voltar para casa.

— Talvez a árvore nem exista… — murmurou para Pipoca.

Mas, ao olhar para o céu, viu uma estrela cadente cruzando a noite silenciosa. Uma luz suave apareceu entre as árvores. Era como se algo mágico a estivesse chamando.

— Pipoca, nós conseguimos! — exclamou Clara, pegando o gato nos braços e correndo para a luz.

A Árvore dos Sonhos Perdidos

Lá estava ela: a Árvore dos Sonhos Perdidos. Seus galhos eram cobertos por milhares de pequenas bolhas brilhantes, cada uma flutuando como se tivesse uma vida própria. Clara olhou fascinada para as bolhas. Dentro delas, havia sonhos de todas as cores e tamanhos:

  • Um menino pilotando um foguete feito de chocolate.
  • Uma menina dançando na chuva com sapatos que cantavam.
  • E um cachorro voando com asas de borboleta.

De repente, uma bolha dourada desceu e pairou diante de Clara. Ao tocá-la, a bolha revelou um sonho que Clara havia esquecido: ela se via como uma grande contadora de histórias, rodeada por crianças sorridentes. Clara sentiu seu coração aquecer e sorriu.

O Retorno para Casa

Na manhã seguinte, Clara voltou para casa com Pipoca em seus braços e o coração cheio de alegria. Foi correndo até a avó e contou tudo o que tinha visto.

— Vovó, encontrei a Árvore dos Sonhos Perdidos! E achei meu sonho também! Quero ser uma contadora de histórias e espalhar alegria por onde eu passar!

A avó a abraçou com carinho e disse:
— Eu sabia que você encontraria seu caminho, minha menina. E agora você sabe que nenhum sonho é pequeno demais para ser importante.

Clara, a Contadora de Sonhos

A partir desse dia, Clara começou a contar histórias para todas as crianças da cidade. Elas se reuniam ao seu redor, esperando ansiosas pelas novas aventuras que saíam da sua imaginação. E, cada vez que alguém dizia que havia esquecido um sonho, Clara sussurrava:

— Ele está esperando por você, lá na Árvore dos Sonhos Perdidos.

E assim, Clara ajudava outras pessoas a reencontrarem seus sonhos, transformando suas histórias em pequenas janelas para a esperança.